quinta-feira, 30 de junho de 2011

Oficina de História 9

O tema escolhido por nosso grupo foi o primeiro, devendo portanto responder às quatro questões sobre Unificação Alemã, o que foi concluído com êxito. Abaixo seguem as respostas.

Oficina 9

a) Após sua unificação, o Império Alemão, como não houve uma revolução que obtivesse sucesso, ignorou o liberalismo democrático, com um governo autoritário. Não havia eleições diretas, sem uma participação popular no governo, as eleições eram teoricamente feitas no parlamento. Mesmo tendo aberto suas eleições, Bismarck não lhe dava muitos poderes, ou seja, apenas o abrira para agradar os liberais. Muito pelo contrário, Bismarck era bastante conservador e tentava constantemente melhorar a imagem do Kaiser tentando dar-lhe mais instabilidade e apoio popular. Apesar de unificado, o Império Alemão manteve-se com um sistema político já desgastado: não era uma democracia como as outras. Esta, portanto, só chega a seus limites quando o kaiser Guilherme II demite Bismarck, vetor da estabilidade e unificação do país. A monarquia autoritarista permanece até 1918, fim da 1ª Guerra Mundial e de sua principal aliada: a Rússia, que dá lugar à União Soviética. Assim, a Alemanha é considerada politicamente atrasada em relação às outras potências, já que segue absolutista (com o poder centrado nas mãos do imperador e do chanceler) mediante às revoluções para acabar com tal sistema no Grande Século XIX.

b) Com o desenvolvimento industrial na Alemanha pós-unificada, cresce também o proletariado e o movimento socialista, por consequência de suas lutas por melhores condições. Tal era sua força, que assustava a burguesia, os junkers e até mesmo o ”chanceler de ferro“, Bismarck. Para tanto, foram necessárias medidas para apaziguar o proletariado e enfraquecer o movimento. Remontando a proposta de pão e circo da Roma Antiga, buscando oferecer-lhes medidas assistencialistas, como auxílio médico. Entretanto, também lhes proibiu os movimentos públicos de caráter socialista, impedindo a proliferação dos ideais marxistas. Dessa maneira, fazia também com que estivessem mais motivados a trabalhar, satisfazendo parcialmente suas necessidades, para, consequentemente, aumentar a produção e desenvolver a economia e indústria. Pelo outro lado, Bismarck também conseguiu meios de fazer a nação prosperar: realizou o expansionismo e neocolonialismo desejado pela burguesia, conquistando territórios na África e na Ásia.

c) Para manter uma paz política na Alemanha, com o aumento cada vez maior do movimento socialista que desagradava tanto a burgueses e junkers quanto ao próprio, Bismarck se vê na necessidade de tomar medidas urgentes para conter tal. Como estrategista e intelectual que era sabia que devia ser duro, o que lhe rendeu inclusive a fama de chanceler de ferro, mas também contentá-los com algo. Assim, adota a política de ”Chicote e Pão-doce“, em que ao mesmo tempo que reprimia as rebeliões de caráter socialista, dava aos membros do proletariado vários benefícios. Para se ter uma ideia, o sistema de Previdência Social criado por Bismarck, além de ser o melhor da época, perdura até os dias de hoje. Sua outra estratégia foi promover a maior integração entre os diferentes estados da nação com a chamada germanização, reduzindo suas diferenças culturais, ainda grandes visto que o território acabara de ser unificado integrando povos um tanto diferentes, o que poderia resultar em guerras. O processo de germanização ainda minimizava as diferenças sociais, já que todos se viam como germânicos iguais. O principal desafio foi na parte legislativa já que os territórios haviam sido independentes por séculos. Entretanto, Bismarck conseguiu obter sucesso na tarefa. Além dessas duas, Bismarck, em 1878, Bismarck acaba com a kulturkampf que desfavorecia a Igreja Católica para se aliar a ela, ou melhor, ao Partido do Centro, composto em sua maioria por católicos do Sul. Faz isso, mais uma vez para combater o socialismo: precisava de um partido aliado já que estava desfavorecido tendo o Partido do Centro e o Socialdemocrata como oponentes, sendo estes, maioria e estando em desvantagem. Assim, acaba com a kulturkampf em 1878, se aliando aos católicos em prol de um mesmo ideal: o combate ao socialismo.

d) Para falar a verdade, a caricatura da primeira página se refere a Guilherme II e não a Bismarck. Se trata de um cartão postal francês datado da Primeira Guerra Mundial em que o Kaiser alemão aparecia mordendo o mundo, na representação de uma metáfora em que o que se subentende é seu desejo de dominar a Europa e expandir seu território. Era um governador inconsequente que se deixava influenciar facilmente. Assume em 1888, quando morre seu avô e antecessor, Guilherme I. Desejava governar sozinho, sem a sombra de um estadista que ameaçasse seu poder e não era adepto à política externa do chanceler. Somando isto à pressão dos expansionistas pela queda de Bismarck, que segundo eles tinha uma visão limitada para seus interesses, em 1890, comete o impensável ato que marca seu governo: demite o chanceler de ferro. Após o ocorrido, Guilherme II promove uma política de intensificação do nacionalismo e empreende um programa a fim de fortalecer as Forças Armadas (sobretudo a Marinha). Além disso, acirra a rivalidade anglo-alemã por meio de seus atos impensados e cria a Tríplice Aliança juntamente com Itália e Áustria-Hungria para garantir um apoio entre essas nações caso acontecesse algum ataque por parte de Inglaterra ou França. Também possuía uma compacta aliança com os russos, herança do governo de Guilherme I. Seu governo era praticamente autocrático: tinha apenas um chanceler medíocre e um Parlamento que pouco funcionava, o Reichstag.

Nosso grupo, por via das dúvidas, é Bruno Nogueira Sakaya (n˚2), Lucas de Sousa Amaral (n˚14) e Lucas dos Santos Brandão (n˚15)

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